quinta-feira, agosto 25, 2011

Aquela Tensão no Ar

Eu tava ontem ouvindo Gimme Shelter, dos Rolling Stones e bateu a idéia de fazer essa pequena lista de músicas enérgicas.
As músicas não são necessariamente felizes, alegres e podem muitas vezes falar de temas pesados, mas são instigantes, fortes e poderosas.
Sabe aquela vontade de gritar junto com a música ou sair pulando feito louco por ai?
Sabe aquela música que deixa aquela constante tensão no ar, como se aguardasse por algum clímax final?
Pois então, é o que essas músicas abaixo ai me passam.

Mas vamos lá, ai vão elas:

1. The Rolling Stones - Gimme Shelter



2. Iggy Pop - Lust For Life



3. Sonic Youth - Teenage Riot



4. Joy Division - Transmission




segunda-feira, agosto 22, 2011

A Viagem de Chihiro

A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi - Japonês:千と千尋の神隠し) é uma animação japonesa de 2001 feita pelo mestre Hayao Miyazaki e ganhou alguns prêmios como o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2002 e o Oscar de melhor animação em 2003.

Chihiro é uma típica garota dos nossos tempos: mimada, meio arrogante, fresca e quer que os outros façam o que ela quer. Ela está de mudança com os pais para uma nova cidade e está bastante chateada por ter que se afastar da antiga escola e dos amigos.

Na viagem para a nova casa, seus pais decidem pegar um atalho e é ai que as coisas começam a acontecer.
Eles tem que parar em frente a um antigo prédio e decidem entrar para explorar, mesmo com todos os protestos da garota e então encontram uma estranha cidade sem ninguém por perto e com muita comida fresca disponível.
Chihiro sai para explorar a cidade e então encontra o Mestre Haku, que alerta que ela e os pais devem sair da cidade antes do anoitecer. Ela corre de volta para os seus pais, porém, quando os encontra percebe que eles foram transformados em porcos...
A partir de então se inicia a luta de Chihiro para fazer com que seus pais voltem ao normal e que possam sair do mundo dos espirítos no qual se encontram.

O filme inteiro é uma grande metáfora sobre o quão corrompido e ganancioso nosso mundo é, representado pela Casa de Banhos de Yubaba e sobre o processo de crescimento pessoal que Chihiro precisa passar caso queira voltar para seu mundo e salvar seus pais.

Sem em nenhum momento soar clichê, excessivamente didático ou chato, A Viagem de Chihiro vai mostrando claramente o amadurecimento da garota como pessoa e, ao chegar no final do filme, ela realmente parece ter crescido como ser humano.

O filme tem alguns personagens interessantes (retirado da Wikipedia):

Haku: Garoto enigmático que protege e encoraja Chihiro. Haku também é o braço direito de Yubaba, para ser mais especifico, ele é aprendiz de feiticeiro.

Yubaba: Feiticeira que comanda a casa de banhos, apesar de no começo parecer má tem seu lado bom, pois trata com carinho seu bebê. Quando ela contrata uma pessoa, fica com seu nome e lhe dá um novo, podendo assim exercer eternamente controle sobre ela.

Zeniba: Assim como sua irmã Yubaba, Zeniba também é feiticeira e vive num pântano muito distante da casa de banhos de Yubaba. É ela que ajuda Chihiro quando Yubaba estava a sua procura.

"Sem Face": É um deus sem personalidade. Sua personalidade e o seu jeito de ser são como o das pessoas que lhe estão perto e como essas o tratam. Muitos o confundem pensando que ele tenha enganado Chihiro e que ele seja mal. Ele porem ajuda e é gentil com Chihiro pois ela assim foi com ele. Quando os funcionários da casa de banho foram gananciosos ele muda sua personalidade sendo como eles, gananciosos e arrogantes. Curioso é que ele adquire além da personalidade a voz e o corpo de quem ele devora, como o sapo e os dois funcionários (ganhando primeiro pernas de sapo e depois as pernas humanas). Quando Chihiro lhe dá o bolo de ervas que o deus rio lhe deu o Sem Face expulsa tudo aquilo que ele comeu e toda personalidade adquirida. Como ele acompanha Chihiro até a casa de Zeniba ele volta a ser dócil e gentil perto de Chihiro. Seu nome (Sem Face) e seu corpo (uma sombra) são analogias a sua personalidade.

Akio e Yuko: São os pais de Chihiro. Estavam de mudança até chegarem a uma construção japonesa que se mostra ser um bom lugar. Sem saber de nada, inocentemente comem a comida dos deuses e fantasmas que habitam por ali e viram porcos. Chihiro tem que fazer o máximo para trazer eles de volta ao estado normal e sair daquela cidade fantasmagórica.

Kamaji: É ele quem controla as caldeiras, para fornecer água fresca com variedades de sais para a casa de banhos de Yubaba. Também é ele quem ajuda Chihiro a arrumar um emprego na casa de banhos.

Lin: É uma das trabalhadoras e empregadas da casa de banhos de Yubaba. É ela que cuida de Chihiro e ensina a ela alguns truques deste novo mundo. Pode parecer um pouco geniosa, mas tem um coração bom.

Apesar de não interessar alguns por se tratar de um desenho, A Viagem de Chihiro é um filme bem profundo e complexo e vale muito a pena assistir.

Se eu tivesse um método de classificação aqui no blog, ele com certeza iria ganhar a qualificação máxima!

sexta-feira, agosto 19, 2011

Bowie



Terminei ontem a biografia do "camaleão" do rock e, vou te dizer, vale a pena a leitura!
Antes de começar, eu tinha uma visão completamente diferente. Pra mim, Bowie já tinha nascido Bowie e já fazia sucesso desde o início da carreira.

Um engano comum.

O livro explicita muito bem toda a batalha que foi o alcance do sucesso mundial de Bowie a partir do Ziggy Stardust e a posteior consolidação dessa fama.
Como não poderia deixar de ser, além de Bowie, é mostrada a colaboração de artistas dos mais diversos universos nos trabalhos que Bowie criou a longo do tempo.

Acredite, pra ler o livro nem precisa ser fã do cara, basta gostar de rock que é garantia de algumas horas bem interessantes.

Depois dessa, meus planos incluem a biografia de Bob Dylan e a dos Beatles.
Meu aniversário tá chegando, quem quiser me ajudar nessa empreitada tem ai uma boa possibilidade. :)

terça-feira, agosto 02, 2011

Reflexões sobre o Apocalipse




Ontem assisti O Nevoeiro (clique aqui) com minha querida Deise Luz e além de ficar tenso com o ótimo suspense criado pelo filme, gostei muito da crítica político-social-religiosa embutida no filme.

Num dos melhores diálogos, quando começa a se instalar o caos no mercado ocorrem as seguintes falas:

"As pessoas são boas, decentes. Meu Deus, somos uma sociedade civilizada!", argumenta Amanda (Laurie Holden)

"Claro. Contanto que as máquinas funcionem e o 190 atenda. Tire isso, deixe todo mundo no escuro e assustado e as regras se vão. As pessoas vão recorrer a quem quer que ofereça uma solução. Somos fundalmentamente insanos como espécie. Coloque gente suficiente num quarto e é só uma questão de tempo até cada metade começar a imaginar maneiras de matar a outra", responde David (Thomas Jane).

Pessimismo ou realismo?

quinta-feira, julho 21, 2011

Cypher me entenderia

As vezes me sinto um idiota simplesmente por tentar seguir as regras.
E olha que eu nem sou exemplo de rigor moral, faço muita merda na vida, mas sabe quando as vezes parece que o mundo está contra você, sem motivo específico, sem você ter feito nada de errado?

É coisa que se manifesta de maneira simples, como um gatilho disparado por um fato isolado.
É foda, meus amigos, é foda.

As vezes eu queria não me importar muito com isso. Conheço um monte de gente que parece passar pela vida de boa enquanto eu tenho aqui essa merda desse excesso de consciência sobre um monte de coisas desnecessárias e inúteis.
Eu sei lá, tenho medo de qualquer dia surtar com isso.

Grande frase do Cypher em Matrix resume: "A ignorância é uma benção".

Paranóia, a gente vê por aqui.

terça-feira, julho 12, 2011

Tranquilidade é a regra



Apesar do pouco tempo como funcionário público, já percebo uma de suas principais regras: Tranquilidade.

Sem muita pressão em relação a prazos, horários e conduta.
Tudo é razoavelmente tranquilo, pelo menos em relação ao meu trabalho anterior.

Mas sabe de uma coisa, sem isso ai eu passo de boa.
Para mim o mais importante é chegar em casa cedo, ainda com o dia claro.
É acordar 40 minutos antes de estar sentado na minha mesa trabalhando.
É poder, caso eu queira, almoçar todo dia em casa.
É, de uma maneira geral, ter mais tempo pra aproveitar a vida e me dedicar a outras coisas.

Qualidade de vida é o nome disso amigos e não tem preço.

quinta-feira, junho 30, 2011

Divagando, de novo

As vezes presenciamos situações em que as pessoas explodem por besteiras, coisas cotidianas.
Já vi e ouvi falar de gente que explode por um pisão no pé, porque alguém encostou algo nela sem querer e até porque olharam de cara feia.

Certa vez eu estava numa fila na rodoviária de Salvador e uma moça grávida chegou intempestivamente e passou na frente de todos.
Um rapaz, que seria o próximo a ser atendido então falou que entendia que ela estava grávida e que merecia prioridade mas que deveria, pelo menos, ter pedido licença.
Ah, mas pra que ele foi dizer isso...
A mulher ficou descontrolada, entrou em parafuso e começou a gritar feito uma louca na frente do guichê.
Falou que ela podia mesmo fazer aquilo, que ela estava grávida, que o rapaz só disse aquilo porque o marido dela não estava lá e por ai vai...
Barraco digno de novela, meus amigos.

Bom, nossa reação como expectadores ou até mesmo atores nessas intepéries da vida,
é tachar logo a pessoa de estourada, mal-educada, grossa e mais um monte de adjetivos.

Mas quem sabe o que está passando na cabeça de um ser desses?
Não estou dizendo que não existem pessoas grossas e mal-educadas no mundo. Elas existem sim e são muitas, porém, muita gente "se torna" uma delas por diversos fatores.

Imagine: Seu chefe passa o dia todo lhe pressionando, dizendo que você não faz nada direito, que vai te demitir e por ai vai. Essa pessoa, depois de passar o dia todo tendo sua "mente apertada" pega seu carro e vai pra casa. No caminho, ela para num sinal e, ao abrir, o carro da frente demora demais pra sair. Ai o sujeito estoura. Começa a buzinar feito louco e xingar a mãe, pai e avó do seu algoz.
Veja bem, nosso caso de estudo teve um dia cheio, de muito estresse e tudo o que deseja nesse momento é voltar pra casa pra descansar e quem sabe conseguir relaxar um pouco e ai aparece na frente dele esse cara que não saiu assim que o sinal abriu...

Será que dá pra dizer que ele é mal educado, grosso e impaciente?
Acho que não, né?...

Pelo que vejo, falta empatia entre as pessoas e seus relacionamentos.
Ninguém quer se colocar no lugar do outro.
Ninguém quer entender as necessidades, limitações e medos do parceiro(a), colega ou estranho na rua.

Dá pra resolver?
Acho que sim, né?
Mas quem quer começar?

quarta-feira, junho 29, 2011

Raivas do dia

Sou daquelas pessoas que acham que raiva não é uma coisa legal. Só que, de vez em quando, ela é inevitável.

Raiva 1: Fui almoçar hoje, fiz meu prato, comi e na hora de pagar, peguei a fila. Na minha frente tinha um sujeito com a conta no valor de uns 10 reais. O cara pagou normalmente e, ao pedir a nota fiscal para reembolso, pediu uma nota de 28 REAIS.
FODA, né nao?
Provavelmente esse é um daqueles sujeitos escrotos que diz que em Brasília só tem ladrão e que todo político é bandido.

Raiva 2: Minha internet não funciona aqui em casa (tô escrevendo isso do celular). Daí que, retado, liguei pra Oi pra cancelar essa bagaça e tive que falar com quatro atendentes, tendo que praticamente gritar com a última pra que ela cancelasse meu negócio. Antes, é claro, ela tentou me empurrar umas promoções, tentando me fazer desistir.

Paciência é pouco nessas horas.

quarta-feira, junho 22, 2011

Obrigado por Fumar

Obrigado por fumar é um daqueles filmes que assisti sem esperar muita coisa. Fui surpreendido.

Basicamente, conta a história de um lobista profissional americando especializado em defender a indústria do tabaco usando todo tipo de método, desde a retórica indefensável até "presentes" em dinheiro para doentes de câncer por causa do cigarro.

Obviamente, o filme é uma crítica ácida a indústria tabagista, porém o maior destaque a meu ver é a "forma" como os personagens em questão alcançam seus objetivos.

E não é só nosso amigo lobista não. Também tem uma jornalista picareta e um senador hipócrita atrás de publicidade

A história é tão interessante e bem construída que no final do filme você está mesmo torcendo pelo cara.
Assistam porque vale a pena! :)

(O "Esquadrão da Morte". Da esquerda para a direita, lobistas da indústria alcóolica, armamentista e tabagista em sua reunião semanal)

Ah sim, vai aqui também uma menção honrosa ao "Esquadrão da Morte" (foto acima), grupo de lobistas que se reúne semanalmente para tomar umas e discutir coisas triviais, como por exemplo quantas mortes estão associadas as indústrias que eles defendem. Muito bom.

OBS: Adoro filmes com narração em off.

terça-feira, junho 21, 2011

"A propósito, qual de vocês é Pink?"



"Todo mundo ainda está verde
Você viu as paradas?
É um grande começo,
Isto poderá se transformar em um monstro
Se seguirmos em frente como um time

E se nós lhe dissermos o nome do jogo, garoto,
O chamaremos de 'Riding the gravy train'"

sábado, junho 18, 2011

Coppola, seu gênio!



Esta é somente uma singela homenagem a um dos caras mais fantásticos do nosso tempo, afinal, um sujeito que faz a trilogia d'O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, merece, e muito, o respeito de todos nós.

quinta-feira, junho 16, 2011

No Direction Home


Eu estava hoje a tarde na Saraiva Megastore do Iguatemi matando o tempo, quando, despretensiosamente, encontrei essa biografia do Bob Dylan, No Direction Home, nas prateleiras.

Automaticamente eu peguei o livro e fui atrás de um lugar pra me sentar, depois de duas horas procurando (mentira) achei uma boa cadeira e me pus a degustar as páginas.

Dei uma lida em algumas páginas da introdução e olhei, no fim do livro uma sessão linda de fotos, mostrando toda a carreira do cara.

Interessante que essa biografia teve a contribuição do próprio Dylan, que deu entrevistas exclusivas e cedeu acesso inclusive aos seus pais e amigos íntimos para o biógrafo.

Fiquei com vontade de levar pra casa. Quase que eu me dirijo até o caixa com o livro na mão mas parei no meio do caminho, porque né, já estou "lendo" três livros. Mais um não dá.
Mesmo assim, fiquei na vontade. :)

Vou colocar na minha futura lista de presentes, hahaha.

segunda-feira, junho 13, 2011

O que a falta de sono não faz

Aproveitando aqui a minha momentânea falta de sono, resolvi também aderir ao meme literário que li no Sete Faces e vou responder aqui umas perguntinhas.

1 - Existe um livro que leria e releria várias vezes?

A Metamorfose, de Kafka.

2 - Existe algum livro que você começou a ler, parou, recomeçou, tentou e tentou e nunca conseguiu ler até ao fim?

Tem dois. Um é Crime e Castigo, de Dostoiévski, que é muito interessante mas tem um momento que fica tão complexa a trama que é meio complicado de acompanhar. Parei, voltei, tentei e não consegui. Fica pro futuro. O outro é A Divina Comédia, de Dante. A primeira parte, que fala sobre o inferno é muito legal, mas quando eles saem de lá e vão pro purgatório, achei um porre e parei de ler. Tentei voltar também mas não consegui.

3 - Se pudesse escolher um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

On The Road e vários livros de Bukowski.

4 - Que livro gostaria de ter lido, mas que, por algum motivo, nunca leu?

Memórias Póstumas de Brás Cubas. Esse até comecei a ler, tem muito tempo, mas por algum motivo obscuro não passei da primeira página e nunca mais continuei. Apesar disso, tenho vontade mesmo de lê-lo até o fim.

5 - Que livro leste cuja ‘cena final’ jamais conseguiste esquecer?

Cem Anos de Solidão. Se tem uma cena mais emblemática e que resuma todo o livro em um parágrafo, como faz esse livro, ainda tô pra ler. Muito, muito bom!

6 - Tinha o hábito de ler quando era criança? Se lia, qual era o tipo de leitura?

Lia uma cacetada de livros com histórias sobre a Segunda Guerra Mundial que tinha na biblioteca aqui da cidade. Jack Higgins era o nome do cara. Além disso, adorava ler mapas e revistas de ciência.

7 - Qual o livro que achou chato e mesmo assim leu até o fim? Por quê?

Factótum, de Bukowski. Achei chato e repetitivo com uma cena final também chata. Li até o fim porq tinha acabado de ler Misto-Quente e tinha adorado.

8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.

Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez)
O Amor nos Tempos do Cólera (Gabriel Garcia Marquez)
On the Road (Jack Kerouac)
O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder)
Como a geração sexo, drogas e rock'n'roll salvou Hollywood (Peter Biskind)
A Metamorfose (Kafka)
O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams)
O Poderoso Chefão (Mário Puzo)

9 - Que livro está lendo neste momento?

Bom, estou lendo três livros nesse momento, rs. O Tecido do Cosmo (Brian Greenne), As Virgens Suicidas (Jeffrey Eugenides) e tô começando a biografia de Bowie escrita pelo Marc Spitz.

10 - Indica cinco amigos para o Meme Literário.

Faz ai quem quiser também. Garanto, é bem divertido ;D

domingo, maio 29, 2011

Nota rápida sobre O Vencedor


Um bom filme. Sou meio suspeito pra falar, porque eu realmente gosto de filmes sobre boxe, mas O Vencedor superou minhas expectativas.

Gostei por não ser um filme "só" sobre boxe, mas por tratar de diversas questões, como orgulho e perseverança, sem cair nos clichês do gênero.

Um adendo importante é que não gostei muito da atuação do Mark Whalberg, poderia ter sido melhor. Não que tenha sido ruim, longe disso, mas comparado com o Christian Bale, ele poderia ter explorado mais o personagem.

Enfim, assistam porque vale a pena.

quinta-feira, maio 26, 2011

Uma livre análise de Here Comes The Sun

Hoje eu resolvi fazer uma pequena análise de Here Comes The Sun. Importante frisar que essa é uma interpretação bem pessoal da canção e caso você concorde, discorde ou tenha visto algo que eu não diga abaixo, sua opnião é muito bem vinda!

Bom, Here Comes The Sun é uma canção composta por George Harrison (meu beatle favorito) e entrou no álbum Abbey Road em 1969.

Here Comes The Sun é uma música linda que me causa uma sensação de liberdade, de que, não importa o quanto as coisas estão ruins, vão melhorar. Enfim, sempre que a ouço penso que o mundo ainda tem solução. De qualquer jeito, escute e tire suas próprias conclusões. :)

Na minha interpretação, creio que a letra fale sobre o amor. Mas a questão é que, não é sobre um amor já consolidado, é um amor que vem nascendo, crescendo aos poucos sendo representado pelo sol que vem chegando.

Tem uns trechos bem interessantes, tipo esse: "Little darling/It's been a long cold lonely winter/Little darling/It feels like years since it's been here/Here comes the sun/Here comes the sun/And I say/It's all right" (Minha querida/Tem sido um inverno frio e solitário/Minha querida/Parece que foram anos desde que esteve aqui/Ai vem o Sol/Ai vem o Sol/E Eu digo/Está tudo bem"

É como se, depois de muitas desilusões amorosas, num momento inesperado, depois de uma longa e solitária espera, o amor volte a surgir pela pessoa certa. A última parte "And I say/It's all right" deixa bem claro que, tipo, "não se preocupe, eu estou aqui pro que der e vier, te amo mesmo e vamos seguir em frente mesmo com todos os percalços da vida, sem medo".

A música inteira fala sobre isso, sobre o amor pura e simplesmente, sem definições muito exageradas, livre, que nasce e floresce naturalmente.

Minha visão é essa, mas pode ser aplicada a várias coisas.

Ouça e tire suas próprias conclusões. ;)



segunda-feira, maio 23, 2011

The Passenger

"I am the passenger and I ride and I ride
I ride through the city's backsides
I see the stars come out of the sky
Yeah the bright and hollow sky
You know it looks so good tonight

I am the passenger
I stay under glass
I look through my window so bright
I see the stars come out tonight
I see the bright and hollow sky
Over the city's ripped sky
And everything looks good tonight

Singing la la la la la la la la
La la la la la la la la
La la la la la la la la la la

Get into the car, we'll be the passenger
We'll ride through the city tonight
We'll see the city's ripped backside
We'll see the bright and hollow sky
We'll see the stars that shine so bright
Stars made for us tonight"



Tinha que compartilhar! :)

sábado, maio 14, 2011

Os meus oito discos preferidos na música brasileira

Eu já vinha pensando nisso a algum tempo e hoje, sexta a noite, resolvi por em prática. Minha ideia, como explicado no título, é listar meus 8 álbuns preferidos na música brasileira.

Como tudo na vida, existem algumas regrinhas.
A primeira delas é que essa lista não segue uma ordem cronológica, alfábetica ou preferencial. É a ordem em que fui lembrando deles mesmo.
A segunda regra que eu me impus é que eu me limitasse a um álbum por artista ou banda.
A terceira, eu nem precisava dizer mas vou escrever mesmo assim. Essa lista é bem pessoal, portanto você pode achar algo meio estranho ai nesse bolo e, assim sendo, fique a vontade para expressar sua opnião lá nos comentários.

Pois então, regras definidas, vamos lá!



A Tábua de Esmeralda - Jorge Ben

Esse foi o primeiro disco do Jorge que ouvi. Foi amor a primeira vista. Adorei as letras, o clima, os vocais. Melodias lindíssimas. Definitivamente um álbum que me faz sentir melhor. Destaque para Menina Mulher da Pele Preta, Os Alquimistas Estão Chegando e Cinco Minutos.



Better When You Love (Me) - brincando de deus

Se tem uma banda que me orgulha pelo fato de ser baiana, essa é a brincando de deus. Ela surgiu lá pelos gloriosos anos 90, quando eu ainda era um guri e nem sabia direito o que era rock. Sabe quando você se sente arrebatado por uma canção? Pois foi assim que me senti a primeira vez que ouvi Pandora Will Be Mine que, só pra constar, é uma das minhas canções favoritas. Destaque para Spleen, An Evening Out e Pandora Will Be Mine.



V - Legião Urbana

Pode-se dizer que a Legião foi a "primeira" banda de rock que ouvi. Pelo menos conscientemente. Foi meio difícil escolher um álbum favorito dentre a discografia, mas, parando um pouco pra pensar, vejo o V como o ponto alto do grupo. De certo modo, foi o momento de equilíbrio da banda, com uma identidade já consolidada e letras bem feitas, é um álbum cativante. Até hoje viajo alto na letra de A Montanha Mágica. Destaque para Metal Contra as Nuvens, A Montanha Mágica e L'Âge d'Or.



Gita - Raul Seixas

Tá ai efetivamente o primeiro som "rockeiro" que ouvi. Isso deve ter sido quando eu tinha uns 6 ou 7 anos. Infelizmente nessa época eu ainda não entendia muito bem das coisas, porém, gostei do som de Raulzito. Anos depois, ao escutar melhor esse grande álbum, me deparei com todo o lirismo do nosso poeta do rock. Destaque para Super-Heróis, Sessão das 10 e claro, Gita.



Da Lama ao Caos - Nação Zumbi

Nem me lembro como conheci a Nação Zumbi. Mas enfim, o que importa foi que curti muito (e até hoje curto) o álbum de estréia desses grandes pernambucanos. Chico Science definitivamente sabia como conduzir as coisas e esse álbum já hoje figura entre os clássicos. E digo mais, quem não sente vontade de sair pulando ao ouvir Rios, Pontes & Overdrives, não é normal. Destaque para Rios, Pontes & Overdrives, Risoflora e Da Lama ao Caos.



Pequenas Doses de Um Bom Veneno - Declinium

A primeira vez que vi essa banda ao vivo, eu percebi que ali rolava algo de especial. Oreah despejando toda a sua voz, sendo "amparado" pelas guitarras de Jair e Fofo foi algo muito lindo de se ver. Virei fã, não tinha jeito, não tinha alternativa. Posso garantir que alguns dos melhores shows que tive a oportunidade de apreciar, cantar e me esguelar foram os da Declinium. Até hoje sinto um frio na espinha ao ouvir Calor, pqp viu Oreah! Destaque para Menina, Sombras e Luzes e Calor.



Racional - Tim Maia


Tim Maia é aquele cara presente no imaginário coletivo do brasileiro. Todo mundo conhece pelo menos algumas músicas dele, mas nem todo mundo vai a fundo e chega a ouvir o Racional. Preferem a zona de conforto dos hits,que são muito bons, diga-se de passagem. Racional é um grande disco, nele Tim Maia expõe toda a sua crença pela cultura racional e foi, de certo modo, o grande divulgador da seita no país. Do ponto de vista musical, é um disco excepcional. Destaque para Imunização Racional, Bom Senso e Leia o Livro Universo em Desencanto.



Mutantes - Os Mutantes

"Não vá se perder por ai!", cantavam os Mutantes em 69. Uma das bandas mais impressionantes que já pisou em solo brasileiro. Psicodelia era aquilo ali meu amigo. Sérgio, Arnaldo e Rita ficaram para sempre na história da música brasileira. Destaque para Não Vá se Perder Por Ai, Dois Mil e Um e Dom Quixote.

Bom meus amigos, é isso!
Fiquem a vontade para dar suas sugestões também. :)

sexta-feira, abril 29, 2011

As Virgens Suicidas



Devem existir centenas, talvez milhares de resenhas, análises e textos despretensiosos, como esse que escrevo, sobre As Virgens Suicidas.

O longa foi o primeiro dirigido pela Sofia Copolla, filha de Francis Ford Copolla. Desde esse primeiro filme, Sofia já mostra a que veio e faz jus ao nome do pai, dirigindo um ótimo filme com uma trilha sonora fantástica assinada pelo Air, o duo francês.
(A trilha sonora por si só já vale um texto inteiro, mas isso fica pro futuro.)

O filme trata sobre a obsessão de um grupo de rapazes pelas cinco filhas de um casal bastante rígido e super protetor. Durante todo o tempo, é mostrado o ponto de vista dos garotos, que tentam a todo custo entender o que se passa na cabeça das garotas.

Como tudo é visto, contado e mostrado a partir da idéia que eles fazem delas, o filme tem várias passagens que não deixam muito claro se aquilo realmente se trata da realidade ou uma fantasia criada pela cabeça dos meninos. Isso permeia todo o filme e realmente deixa uma sensação de incerteza nas nossas cabeças. Sofia demonstrou muito talento ao conseguir criar esse tipo de atmosfera. E olha que foi seu primeiro filme.

Algo também interessante é que o filme se trata de uma narrativa, contada por um dos rapazes, como se fosse um livro ou documentário, o que dá ainda mais tom de mistério, pois, como dito pelo narrador, passaram-se 25 anos desde o momento em que as garotas se suicidaram até o momento em que ele narra a história. Tanto tempo pode distorcer ainda mais os fatos que realmente ocorreram e isso aumenta ainda mais as incertezas.



Outra coisa importante a se frisar é a grande atuação da Kirsten Dunst, que eu só me lembrava de ter visto antes em Homem-Aranha. Ela praticamente conduz o filme e se destaca como a principal personagem, uma espécie de "líder" das garotas.

Recomendo fortemente! :)

segunda-feira, abril 18, 2011

Um Rei e o Zé

Olhando aqui na biblioteca da minha antiga máquina, achei essa banda, Apanhador Só, que devo ter baixado ou alguém deve ter me passado em algum momento remoto e que ficou esquecida por um bom tempo, provavelmente.

O álbum é legal, curti as letras e as melodias são bonitinhas.

Ainda tô absorvendo o som e não quero dar um parecer muito definitivo, mas decidi compartilhar essa canção aqui com vocês. Quem sabe algum dia escrevo alguma coisa mais consistente.
Espero que gostem. :)


"Não leve a mal,
Eu só queria poder ter outra filosofia,
Mas não nasci pra conversar com rei."

quinta-feira, abril 07, 2011

Gosto, momento e distribuição

Um amigo certa vez me falou que o fato de você gostar ou não de uma determinada música ou álbum depende muito de como você se sente no momento.

Algumas demonstrações pra ficar mais claro:

Exemplo 1: A primeira vez que escutei o Queens of The Stone Age não gostei. Ouvi umas duas músicas mas não achei nada interessante.
Uns bons 3 anos depois, volto eu a escutar a banda e, veja só, gostei de primeira! Achei muito bom o tal do crossover que eles fazem e o Songs For The Deaf entrou pra minha lista de álbuns preferidos.

Exemplo 2: Sempre gostei de Los Hermanos. Nunca fui um grande fã, mas curtia as músicas, gostava das letras e coisa e tal.
E então que durante essa pausa fake deles, resolveram tocar em Salvador e eu como curtia a banda, resolvi ir lá ver o show, que todo mundo sempre descrevia como algo nada menos que fantástico.
E o que eu vi?
Um show meio chato, fãs completamente loucas e histéricas que gritavam sem parar me deixando quase surdo (me senti num show do KLB), uma banda pouco entrosada e essas coisas que só vê quem tá de fora.
Mas então, será que a banda deixou de ser boa?
Será que toda essa história de parada fez tanto mal para eles?
Acho que não.
Como dito anteriormente, acho que tudo depende do momento e aquele, certamente, não era a hora certa pra curtir o show.

Bom, o que eu tentei ilustrar é justamente o fato de que gostar ou não de determinada coisa depende, na maioria das vezes, muito mais das circunstâncias do que das qualidades de fato daquilo que é mostrado.

Outra coisa importante a se frisar é a questão da distribuição. Será que muita gente prefere ouvir Psirico à Chico Buarque por uma simples questão de escolha? Ou será que é uma questão de acesso aquilo que é mais fácil?
O que é mais simples?
Ligar um rádio e escutar Claudia Leitte gritando o dia todo ou ir na internet, procurar no Google, encontrar algum site que funcione e esperar baixar todo o disco do Caetano?

Tudo isso junto influencia diretamente o que se escuta, o que se gosta e aquilo que você efetivamente é.