sábado, janeiro 12, 2008


Muito do pouco tema, pouco visto, pouco percebido.
Recentemente.
E ainda sim, apesar das adversidades inerentemente postas à frente, tentar se emaranhar por entre os fios e encontrar a agulha.
E enquanto se fazem as buscas, vem essa dúvida, essa falta de certeza perante os momentos que virão.
O medo que vêm afligir esse coração incauto e perdido, tão solto neste apego a realidade quanto uma pluma num furacão.
E esses calendários passados, de meses passados, de anos passados, com suas belas imagens, belas gravuras, ali, pra sempre gravadas no papel ou no plástico.
Durarão por anos a fio.
E por mais que tentem vir rasgá-las, não conseguirão.
Pois, estão envoltas em vidro, um vidro límpido e resplandecente, que brilha ao sol e reflete nos rostos.
Tudo se configurou, todo o universo tenta se refazer.
Neste exato momento, eu me encontro sentado na roda gigante.
Desci abruptamente até o chão e o maquinista a desligou.
Foi embora.
Como estou preso a cadeira, o que se pode fazer é novamente esperar.
Esperar que amanheça.
Que o maquinista volte e se ponha a fazer de volta seu trabalho.
E se os gritos talvez o acordarem, quem sabe, ele volte mais cedo e ponha tudo novamente a girar.
Sendo um ou outro, o regimento colocará tudo novamente em seu curso.

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