Domingo, Outubro 25, 2009

Schizophrenia



"My Future is static
It's already had it
I could tuck you in
And we can talk about it
I had a dream
And it split the scene
But I got a hunch
It's coming back to me"


Yeah! Falta pouco tempo :).

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Mais vivo



Não, eu não esqueci que esse blog existe.
Acabei deixando de aparecer por aqui, não por falta de vontade e mais por falta minutos/horas/dias disponíveis.

No fim das contas, o importante é que muitas coisas aconteceram nesse meio tempo, algumas delas muito boas, que fazem com que eu recobre meu otimismo na vida e na humanidade (que andava meio em baixa).

E isso é bom.
Otimismo é sempre bom.
Eu sei, é meio "clichê", mas aquela frase que diz "Você terá em dobro aquilo que desejar aos outros" no fim das contas faz todo o sentido.
Independente de se acreditar ou não em coisas transcedentais, espirituais ou sobrenaturais, essa frase reflete como nos portamos perante as outras pessoas ao nosso redor.

Se você é uma pessoa que deseja o mal aos outros, inevitavelmente vai ser visto de uma maneira ruim pelos outros, o que consequentemente reduz seu acesso a muitas coisas boas que estão ai disponíveis pelo mundo.

E nem adianta vir com o papo de que não liga pra o que os outros pensam e coisa e tal. Eu sei, é muito importante que nós não façamos tudo simplesmente esperando a aprovação alheia, porém, somos seres sociais e isso implica que nós devemos nos relacionar com outras pessoas, independente do grau.

Essa minha onda de otimismo é muito boa, afinal, amanhã é segunda e vou ter que ir recomeçar minha rotina de trabalho-estudo-casa, logo, se eu acordar amanhã mais animado, com certeza isso vai ajudar na minha semana.

Sim, eu preciso de férias, preciso me formar, preciso ir a São Paulo, preciso tantas coisas que daqui um tempo vou ter que fazer uma lista das coisas que preciso fazer.

Enquanto isso eu jogo Super Mario World nos momentos vagos além de olhar uns especiais olhos (entre outras coisas) sempre que o tempo dá :).
E sim, isso me anima bastante.

Enfim, o fim do ano promete.

*Prometo lembrar de vir mais aqui.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

22 de setembro

22 de setembro.
22 anos.
Mais um ciclo se completa, mais uma volta nessa grande roda gigante da vida se faz.
Pessoas novas aparecem, novos ares, novos sentidos, novos sabores e mais vida.

Vida.
Desejos profundos que se desenvolvem a vinte e dois anos dentro de um ser enigmático mas fácil de compreender.

E sonhos.
Um ser feito de infinitos sonhos, infinitas vontades que a todo dia morrem e se renovam.

Nessa inconstante possibilidade, como sempre, algo de novo e bom vem a nascer para quem sabe iluminar e realizar um novo ano.

Quarta-feira, Setembro 16, 2009




Exercito meu auto-controle com coisas simples e medito sob o sol no ônibus cheio e barulhento.
Acredito em sorrisos singelos e vez ou outra me perco onde não devia, afinal, somos sempre humanos propensos ao erro, não é?
Me admira ver a perfeição da natureza e a beleza do universo.
Sendo assim, me conforta toda a imensa finitude e perfeição do que está fora de nós, fora do nosso pequeno, porém belo, planeta.

"O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído."

*Na foto, a Nebulosa Borboleta.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

Just Like Honey*



A melhor coisa que poderiam inventar é a semana começar numa terça-feira. Seria tão bom poder fazer tudo o que se quer no domingo, porque, no final das contas, ainda existiria a segunda pra descansar de verdade.
(Justamente como foi ontem)
--
Ouvindo aqui Just Like Honey, April Skies e outras do Jesus & Mary Chain, bate logo uma nostalgia legal, sabe, gosto de coisas que soam retrô, que falam de amor de uma forma meio antiquada e de certo modo "pura", muito diferente da constante p@$&*#ria em que vivemos.

Isto consequentemente me lembra do filme Encontros e Desencontros tratando indiretamente disso que eu falei.
Enfim, é um ótimo filme, quem sabe algum dia eu escrevo algo sobre ele.
Vale aqui comentar que a trilha sonora é PERFEITA, tendo desde o já citado Jesus & Mary Chain até My Bloody Valentine.


"Listen to the girl
As she takes on half the world
Moving up and so alive
In her honey dripping beehive
Beehive
It's good, so good, it's so good
So good"
- Just Like Honey

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Kaos



Olho constatemente o caos no meu quarto e o que há na minha cabeça.
Comparo e comparo de novo fazendo uma obstusa relação com o mundo.
No fim das contas, é tudo a mesma coisa.

O medo que persiste é só o de ser condenado sem acusação.
Paradoxo esse sempre presente na minha vida.
Persiste também o constante medo da solidão, da tristeza e da rotina.
Eu seria capaz apenas de tentar entender a métrica de algumas frases obscuras e sem sentido.

Tapa um dos olhos e vê como tudo continua igual.
Tapa os ouvidos e nota como os sons continuam a vibrar.
Ninguém pode mudar isso.

A passividade é como um sofá confortável a beira de um precipício.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

Terrorismo Poético+Caos



"Rapte alguém e faça-o feliz."
Cause choque, espanto, identificação, revolta ou cumplicidade.
Ande por ai e impressione, mostre às pessoas que o mundo não é um frio bloco de concreto, sujo e imóvel.

O mundo vibra, assim como você. Não tente imobilizá-lo com suas infindáveis estruturas de metal.
Mostre a ele que você o entende e deixe o caos reinar.
Deixe o caos determinar o correr dos dias, o enternecedor amanhecer e o nostálgico fim de tarde.
"Organize uma greve em sua escola ou local de trabalho, com a justificativa de que não estão sendo satisfeitas suas necessidades de indolência & beleza espiritual."
Enfim, seja plenamente livre e feliz.

E isso é só o começo...

Terça-feira, Agosto 18, 2009

"E o que eu vou ver? Eu sei lá..."

"Yes, I received your letter yesterday
(About the time the door knob broke)
When you asked how I was doing
Was that some kind of joke?
All these people that you mention
Yes, I know them, they're quite lame
I had to rearrange their faces
And give them all another name
Right now I can't read too good
Don't send me no more letters no
Not unless you mail them
From Desolation Row
"

Só pra desencargo de consciência.

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Tão bizarro quanto uma Laranja Mecânica



Eu assistia ontem minha primeira aula de economia e enquanto o professor falava e falava, citou um conceito de Thomas Hobbes que me chamou bastante atenção e que dizia o seguinte:
"O ser humano é violência pura."

Hobbes achava que todo ser humano era bruto e violento por natureza, necessitando assim de uma entidade ou instituição (no caso, o Estado) para controlar seu natural estado agressivo.
Não quero aqui entrar nessa teoria (bem interessante por sinal, mas que eu comento em outra oportunidade). O que mais me chamou a atenção foi que, no momento em que o professor citou essa frase, me lembrei de um filme.
Alguém ai imagina qual seria?
Pois é, Laranja Mecânica.

Na hora me lembrei da Ultraviolence e de todos os personagens do filme destilando toda a sua força e violência sem sentido durante o filme.
O filme exemplifica bem quando mostra como os jovens cultuam a violência sem um objetivo específico, sem qualquer necessidade.
A violência passa a se tornar algo banal, natural e, de certo modo, se encaixa certinho com a teoria do Hobbes.

No cinema não faltam exemplos bem claros.
Dá pra colocar nesse bolo todos os filmes do Tarantino (Kill Bill, Pulp Fiction, Cães de Aluguel...), Assassinos por Natureza e vários outros mostrando a violência como uma coisa natural. Numa análise um pouco mais profunda, demonstra como a agressividade é uma coisa institiva e natural do ser humano, o que não deixa de ser verdade.

No fim das contas, somos todos animais.

*Na foto, Alex e sua gangue após mais uma noite de brigas, estupros e violência.
**Quem ainda não viu, não sabe o que tá perdendo. VEJA!

Terça-feira, Agosto 04, 2009

O bicho

"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem."

Manuel Bandeira

Até hoje me lembro da primeira vez que li esse poema do Bandeira num livro da escola. Eu devia ter 10 ou 11 anos e quando cheguei ao final, tinha aquela sensação estranha de tapa na cara.

Nos dias de hoje, quando eu passo na rua e vejo um mendigo (coisa frequente), sempre me lembro desse poema e do dia em que o li pela primeira vez e constato, triste, que as coisas parecem apenas ter mudado para pior.

O que me inspirou a colocar isso aqui, foi uma mulher que quase todos os dias eu vejo na Estação da Lapa, aqui em Salvador, que dorme sobre algumas folhas de papelão. Todos os dias ela está com seu olhar distante e perdido. E eu a olho e fico imaginando o que se passa na cabeça de uma pessoa que vive dessa maneira...