sexta-feira, setembro 12, 2008

O LHC e o fim do mundo


Pra quem não sabe, dia desses foi ligado o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, situado na fronteira entre França e Suíça, com 27 Km de circunferência.
Ele tem como objetivo uma tarefa bem banal. Reproduzir as mesmas condições iniciais do big bang...
Para mais detalhes, visite este link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Colisor_de_H%C3%A1drons

Uma máquina desta magnitude gerou várias especulações, inclusive, com correntes científicas que veementemente acreditavam que a máquina seria capaz de criar buracos-negros que engoliriam todo o planeta, que desintegrariam tudo e por ai vai.

Mesmo com tantos físicos famosos e respeitados afirmando que não havia problema nenhum, um monte de gente preferiu acreditar no tal do fim do mundo.
Inclusive, uma adolescente indiana se matou.

A máquina foi ligada e, se você está lendo isso, nada aconteceu.
Tudo bem que ela não está funcionando a todo vapor, mais, nunca se sabe ;).

Mas então, já pensou se realmente o mundo fosse acabar?
Será que fizemos tudo o que deveríamos fazer?
Será que deixamos tudo o que gostaríamos de deixar?

De certo modo, seria meio estranho pensar assim, se tudo vai ser destruído, qual o sentido de se deixar algo?
É meio um modo dadaísta de pensar, creio eu.
Uma desconstrução da sociedade, uma negação de civilização.
Contra-cultura.
É nessas horas de pensamento sobre o "fim do mundo" que eu vejo a real motivação dessas correntes filosóficas.
E no fim de tudo, elas estão certas mesmo!
Caso uma catástofre dessas acontecesse, nada sobraria, nem você, nem eu, nem seu dinheiro no banco, sua casa, seu carro, seu "estilo de vida".
Tudo viraria pó.
Todos voltaríamos ao pó.

"Antigamente os cadáveres da sociedade hindu eram cremados. Quando os corpos se tornavam apenas cinzas, eram lançados ao vento ou nas águas dos rios da região. Desta forma, acreditavam eles, todos os traçoes do morto se perdiam e, assim, era marcado o fim total da sua existência, o que o livrava de todos os pecados cometidos em vida. Nesta sociedade, a morte era interpretada como a via de acesso ao estado de paz eterno."

É isso ai, até a próxima!
;)

3 comentários:

Simone Schuck disse...

A vida quando comparada com seu fim perde totalmente o sentido. Efeito dos opostos?
Gostei do seu blog, irei linká-lo ok?
Beijos!

Um poço de disse...

eu sentei aqui com minha caneca de café e pensei.."nossa, queria algo realmente interessante para ler".

e achei o.o

puxa, não tinha ouvido falar dessa máquina..maas interessante e talz..depois vou ler sobre.

no mais, vivo a vida do mei jeito, nem sempre dizendo o que penso, nem sempre fazendo o que quero, mas vivendo ao meu modo ^^

e feliz sim ^^

bjos

Daniela disse...

Sei que não tem nada a ver, mais você viu a matéria daquela menina indiana que se 'matou com medo de morrer' por causa do LHC? O_O Triste isso.
Em relação ao post, é estranho pensar que tudo PODERIA acabar do nada, não é? Mas como esse dia não chega, eu vou vivendo... vivendo.. e vivendo! beijo!