sexta-feira, junho 26, 2009

All We Need Is Love




Por um grande tempo eu achei que amor não fosse o conceito principal no desenvolvimento de qualquer coisa, humana ou não.
Novidade, eu descobri que estava errado.
Não falo exclusivamente de amor entre homem e mulher ou de mãe e filho. Falo de amor numa idéia bem mais geral e abrangente.

Bom, falar de amor não é fácil, muitas vezes ou se parece muito piegas ou então completamente insensível. Sempre se acaba tendendo a um dos extremos e isso se deve ao fato de sermos seres que vivemos dentro do amor/ódio diariamente, codianamente. De minuto em minuto experimentamos os extremos desse sentimento.

No fim das contas é muito difícil fazer qualquer definição, tudo acaba sendo "suposição" e criar qualquer "teoria" sobre isso é praticamente impossível.

Eu não sou o primeiro a tentar fazer isso e com certeza não serei o último.

Pesquisando na Wikipedia, achei um texto bem interessante, falando das diferentes formas de interpretação do amor, passando pelas perspectvas filosóficas indo até como o amor é interpretado nas diferentes culturas.

Interessante citar que os gregos tem diversas "divisões" para o amor, sendo elas Eros (o amor físico), Pragma (o amor de lado mais prático), Philia (altruísmo, amor incondicional) e Storge (divindade grega da amizade).

Achei bem interessante a definição do Storge:

"É o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exatamente. A atração física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranqüilos e afetuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afetiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro."

Tem até uma tal de Teoria Triangular do Amor de Sternberg que é bem interessante também.

Bom, é isso, no fim das contas amor é mesmo uma coisa inexplicável e cada um acaba achando uma definição própria.

Se acharem, me avisem que eu ainda tô procurando a resposta.

That's all folks. ;D

5 comentários:

Mr. Guima disse...

Engraçado você falar disso.
Estava voltando de SSA e estava tentando definir exatamente isso.

O que é o amor?

E comentei que cada um podia definir como melhor lhe convem.

De qualquer sorte, a Teoria Triangular do Amor de Sternberg, pra mim foi a mais interessante.

ps: acho que vou postar essa tema no meu blog qualquer dia desses.

Simone Schuck disse...

Não é algo a se definir e sim a se viver. Quando eu li o título, lembrei de Across the universe. Quase tive uma síncope aqui.

Morri vendo o filme. Morro sempre escutando a música.

O amor é quase tudo, o que não é amor é a falta dele.

um beijão!

poinca disse...

Well...


Entre as diversas divisões do amor, o que todos estão à procura é o amor por outrem - e creio que este acontece quando basta um olhar pra dizer o indizível.

Cativar, compartilhar projetos, ser eternos amigos. Uma relação estável pode ter tudo isso e ser calorosa e apimentada. Legal seria uma teoria que juntasse os dois. Mas cada um pode criar teorias - e melhor ainda, pode fazê-las virar uma constante prática .


Ah, "o que não é amor é a falta dele". Curti isso!

Marília disse...

“Love is an ugly, terrible business practiced by fools. It'll trample your heart and leave you bleeding on the floor. And what does it really get you in the end? Nothing but a few incredible memories that you can't ever shake. ”

Hoje passou um filme muito bonitinho na Globo, com trechos perfeitos, e esse é um deles.

Não sei se você viu o filme, mas quem diz isso é um menininho de 11 anos!

Traveler disse...

Pow, nunca vi não!
Qual o nome do filme?