Mostrando postagens com marcador Cem Anos de Solidao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cem Anos de Solidao. Mostrar todas as postagens

sábado, janeiro 03, 2009

Bem vindo 2009, 2010, 2011, ad infinitum



"[...] porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra."

E mais uma divisão de 365 dias se completou há 3 dias.
Muita coisa aconteceu nesse ano que se passou, coisas boas e coisas ruins, porém, creio que no fim de tudo, o saldo foi positivo.
3 de janeiro é uma data complicada para mim.
Sempre foi.
Bom, sinceramente espero que esses próximos 362 dias pela frente sejam melhores que os 368 que já se passaram.

domingo, dezembro 14, 2008

"Vim ao funeral do rei"


Estava lendo no ônibus Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez, e, mesmo sem ter terminado o livro por completo, esta passagem me chamou muito a atenção, tanto, que eu decidi publicar por aqui.
Quando terminar o livro, escrevo algo mais detalhado.
Espero que gostem, como eu gostei.

"Era Prudencio Aguilar quem o limpava, quem lhe dava de comer e quem lhe levava notícias esplêndidas de um desconhecido que se chamava Aureliano e que era coronel na guerra. Quando só, ele se consolava com o sonho dos quartos infinitos. Sonhava que se levantava da cama, abria a porta e passava para outro quarto igual, com a mesma cama de cabeceira de ferro batido, a mesma poltrona de vime e o mesmo quadrinho da Virgem dos Remédios na parede do fundo. Desse quarto passava para outro exatamente igual, até o infinito. Gostava de ir de quarto em quarto, como numa galeria de espelhos paralelos, até que Prudencio Aguilar lhe tocava o ombro. Então voltava de quarto em quarto, acordando para trás, percorrendo o caminho inverso, e encontrava Prudencio Aguilar no quarto da realidade. Uma noite, porém, duas semanas depois de o terem levado para cama, Prudencio Aguilar tocou-lhe o ombro num quarto intermediário, e ele ficou ali para sempre, pensando que era o quarto real. Na manhã seguinte, Úrsula lhe levava o café quando viu se aproximar um homem pelo corredor. Era pequeno e atarracado, com um terno de fazenda negra e um chapéu também negro, enorme, enterrado até os olhos taciturnos. "Meu Deus", pensou Úrsula. "Eu teria jurado que era Melquíades." Era Cataure, o irmão de Visitación, que havia abandonado a casa fugindo da peste da insônia, e de quem nunca se tornou a ter notícia. Visitación perguntou-lhe por que tinha voltado, e ele respondeu na sua língua solene:
- Vim ao funeral do rei"