sábado, julho 03, 2010

Revolução, ação e terrorismo


São essas as premissas do grupo Baader-Meinhof, mostradas no filme The Baader Meinhof Complex.

Só pra contextualizar um pouco, A Facção Exército Vermelho (em alemão, Rote Armee Fraktion, RAF ou Baader-Meinhof) foi um grupo revolucionário nascido na Alemanha no final dos anos 60 que se valia de atentados dos mais variados tipos para protestar contra a política alemã pós-guerra. Nessa época a Alemanha vivia um profundo momento de revoltas, com um forte movimento estudantil que buscava lutar por suas ideologias. O RAF nasceu a partir dai e pode-se dizer que foi o braço mais radical dos movimentos.

A idéia do filme é tentar retratar o nascimento, crescimento e declínio das atividades da organização. Existe certo ar de documentário no decorrer da trama, mas apesar disso, as cenas de ação são muitas, principalmente nos momentos de atentados, assaltos a bancos e seqüestros.

Apesar das atitudes altamente radicais mostradas na tela, também é mostrado o lado humano dos “terroristas”, principalmente após a prisão dos principais líderes do movimento, em que passam vários anos confinados dentro da prisão.

O filme começa após um protesto contra a visita do xá do Irã, em 1967, onde a manifestação se transforma em caos e um estudante que protestava acaba morto por um policial. Este é o estopim inicial para as ações extremistas que o grupo viria a realizar.

Após isso, os líderes do movimento decidem partir para a luta armada, são presos, soltos, participam de treinamentos na Jordânia, retornam a Alemanha e continuam na luta armada, até serem novamente presos, dessa vez definitivamente.

Se você acha que foi muita coisa em pouco tempo, está certo, por que foi mesmo. De certa forma, é muita informação para ser apresentada no tempo proposto pelo filme, porém, ainda assim, ele é coerente e cumpre bem seu papel.

É importante destacar que os líderes dos atos de violência em nenhum momento são mostrados como assassinos frios. Não são somente terroristas, são pessoas que escolheram a forma mais dura, que muitas vezes se torna a única, de lutar pelo que acreditavam ser correto.

Uma grande pedida a qualquer um que goste de cinema, revoluções, história e coisas desse tipo.

Caso tenha despertado interesse, mais informações sobre o grupo aqui.

5 comentários:

Luz! disse...

Já que você falou no xá do Irã, vou aproveitar pra recomendar minha obsessão mais recente: Persépolis.

É uma animação, baseada em quadrinhos (e baseada na história real da autora e diretora) sobre uma menina que cresce entre as transições de regime Irã. Une o contexto político com os conflitos da menina, da infância até à adolescência. Tipo, ela odeia usar véu, compra clandestinamente K7's do Iron Maiden, usa botton do Michael Jackson e jaqueta onde tem escrito "punk is not dead" rsrs.

É o máximo!

malz a propaganda enorme, mas é que eu realmente estou encantada.

Eu vi esse filme (esse do nome difícil) quando tava passando na ufba. Quer dizer, vi que estava em cartaz, não assisti. Agora deu vontade! Vou procurar! :D

Marília disse...

Você faz resenhas legais, Everton. Dá vontade de ver ou ler as coisas que você indica.

Eu lembrei daquele filme brasileiro que até caiu no vestibular, eu acho, alguma-coisa Companheiro, e é bem interessante ver que existiam pessoas que queriam mudar algo, e que agiam, no decorrer da história e em qualquer lugar. Lá fora ou aqui.

Traveler disse...

hahaha. vc falou tão bem de Persépolis que me interessei mesmo! vou procurar pra assistir :)

.bárbara disse...

hummm, gostei da dica e da empolgação em indicar ^^

vou procurar!
e vou aproveitar e procurar Persépolis!

Hahahah até os comentários são culturais aqui ^^

:**

Traveler disse...

né Binha? comentário também é cultura :)